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Azores Airlines deixa passageiros pagantes atrás para embarcarem convidados do comandante


 

Uma notícia que será publicada no dia 4 de janeiro pelo jornal Correio dos Açores

«A notícia foi-nos dada por fonte fidedigna ligada ao sector da aviação, e que segundo sabemos, está a provocar uma autêntica onda de choque e um conjunto de reacções negativas no seio da própria empresa.

No passado dia 28 de Dezembro, o comandante do voo da Azores Airlines Lisboa-P. Delgada-Toronto, Duarte Miquelino, apresentou-se no aeroporto de Lisboa com mais quatro convidados para embarcarem no referido voo com destino a Toronto. Falou com o supervisor e deu indicações expressas para ser feito o “chek–In” dos seus convidados. O supervisor disse–lhe que o que estava a pedir era impossível pois havia passageiros pagantes em lista de espera, e estava-se perante uma situação que contrariava as normas de funcionamento da empresa. Só podia despachar dois, um no cockpit e outro no “jump seat”, lugares dos quais o comandante pode dispor.

Perante a recusa do supervisor, o comandante Duarte Miquelino terá ligado para o recém contratado acessor de Ana Azevedo em Lisboa, Sérgio Gonçalves, comandante reformado, vindo da ANAC, e do qual Duarte Miquelino é familiar, a relatar a intransigência do supervisor.

Passado algum tempo, a própria Ana Azevedo, a administradora que tem a área da gestão operacional da Azores Airlines, ligou para o supervisor a dar ordens expressas para os passageiros /convidados do comandante Duarte Miquelino embarcarem, pois ele, comandante, estava a fazer um favor à empresa. Ainda de acordo com a nossa fonte o comandante Duarte Miquelino, por inerência das suas funções, tem direito a dois lugares, um no cockpit e outro o lugar ocupado pelo tripulante de cabine, e que foram utilizados, mas os outros dois passageiros que integravam o grupo foram despachados em lugares normais, o que quer dizer que passageiros pagantes não embarcaram. Não foi possível apurar se o avião estava completamente cheio no voo para Ponta Delgada, ou se os passageiros pagantes que ficaram atrás eram com destino a Toronto, o que agrava ainda mais a situação. »


O caso aqui relatado, pelo facto de contrariar as normas de funcionamento interno da empresa, colocam a administradora Ana Azevedo numa posição delicada, pois a sua ligação à empresa de mais de três décadas, obriga-lhe a conhecer os referidos procedimentos, e mesmo relevando o facto do comandante estar a fazer um favor à empresa, não se compreende qual, nunca se poderiam sacrificar passageiros pagantes, numa posição de desrespeito perante os clientes da companhia, e que estão na base da sua existência.

(Correio dos Açores de 04/01/2019)