Um bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-95 despenhou-se durante um voo de treino na região de Amur, no Extremo Oriente da Rússia, esta terça-feira, 29 de setembro de 2026, provocando a morte de seis dos sete elementos da tripulação a bordo, informou o Ministério da Defesa russo.
“A aeronave despenhou-se numa zona não habitada. Segundo os dados preliminares, seis elementos da tripulação morreram e um ficou ferido, tendo sido evacuado para uma unidade hospitalar”, informou o Ministério da Defesa num comunicado divulgado pela agência Interfax.
Segundo o Ministério da Defesa russo, o bombardeiro realizava o voo sem armamento a bordo. Uma comissão das Forças Aeroespaciais Russas foi enviada para o local do acidente com o objetivo de determinar as circunstâncias que estiveram na origem da queda.
O governo regional de Amur informou que a aeronave caiu nas proximidades da aldeia de Krasnoyarovo.
As autoridades regionais afirmaram ainda que a tripulação “fez tudo o que estava ao seu alcance para afastar a aeronave das zonas residenciais”, evitando que a queda ocorresse junto às habitações.
Moment of the crash of a Russian military aircraft in the Amur region.
Based on the aircraft model and the sound of the crash, it is preliminarily identified as a Tu-95???, not a Tu-154.
Reports indicate that 6 people died.
1×300 (likely referring to a specific type of… pic.twitter.com/Lh6VZBq63a— Exilenova+ (@Exilenova_plus) September 29, 2026
De recordar que o Tupolev Tu-95 entrou ao serviço da União Soviética em 1956 e já não se encontra em produção.
A aviação de longo alcance da Rússia utiliza atualmente a variante Tu-95MS, incluindo para o lançamento de mísseis de cruzeiro contra alvos na Ucrânia. A frota destes bombardeiros também tem sofrido perdas significativas enquanto se encontrava em terra.
Imagens de satélite analisadas na sequência da Operação Spiderweb, conduzida pela Ucrânia com recurso a drones a 1 de junho de 2025, indicaram que pelo menos sete bombardeiros Tu-95 foram destruídos nas bases aéreas de Olenya e Belaya.
Apesar das perdas, a Rússia continua a operar os bombardeiros estratégicos de longo alcance que permanecem na sua frota, realizando missões de patrulhamento.
O acidente desta terça-feira representa mais uma perda para a frota russa de bombardeiros estratégicos.
























