A Autoridade de Aviação Civil da África do Sul (SACAA) iniciou uma investigação ao voo rasante realizado por dois aviões da Airlink sobre o DHL Stadium, na Cidade do Cabo, no passado dia 29 de agosto, antes do encontro de rugby entre os Springboks e os All Blacks.
As imagens da passagem dos dois aviões, que voaram em formação a baixa altitude sobre o estádio, rapidamente se tornaram virais nas redes sociais e geraram um intenso debate sobre a segurança da operação.
Apesar das preocupações entretanto levantadas, a SACAA esclareceu que a operação tinha sido previamente aprovada e que a Airlink apresentou a documentação necessária para a realização do voo. Segundo o regulador, foram igualmente cumpridos os procedimentos exigidos, incluindo um treino em simulador e uma sessão de briefing de segurança antes da operação.
A autoridade explicou que a Airlink tinha apresentado três pedidos para realizar voos de demonstração associados aos jogos de rugby. O primeiro ocorreu em Joanesburgo, a 22 de agosto, enquanto o segundo foi realizado na Cidade do Cabo, a 29 de agosto.
Após a operação na Cidade do Cabo e perante a discussão pública gerada pelas imagens, a SACAA iniciou verificações de conformidade e contactou a companhia aérea. O regulador obteve os registos dos dados de voo das duas aeronaves e solicitou informações adicionais à Airlink, encontrando-se agora a analisar esses elementos.
A Airlink, por seu lado, afirmou que o voo tinha sido cuidadosamente planeado e ensaiado, contando com a orientação e aprovação da SACAA e do serviço de navegação aérea sul-africano. A companhia acrescentou que as duas aeronaves foram operadas por tripulações altamente experientes e que os dados registados confirmam que os aviões cumpriram os limites de altitude e velocidade previamente aprovados e ensaiados.
Entretanto, a Airlink retirou o pedido para realizar um terceiro voo de demonstração, que estava previsto para este fim de semana sobre o FNB Stadium, em Soweto, durante o terceiro encontro da série entre a África do Sul e a Nova Zelândia.
A decisão surge enquanto a SACAA continua a analisar os dados relativos ao voo de 29 de agosto. O regulador deverá elaborar um relatório com as suas conclusões e recomendações depois de concluída a avaliação.
























