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Arménia acusa Turquia de abater um avião militar. Tensão leva ao cancelamento de voos para o Azerbaijão e Arménia


 

A Arménia afirmou hoje que a Turquia abateu um dos seus aviões militares, acusação desmentida por Ancara, apesar das alegações de que os turcos têm apoiado o Azerbaijão no combate em curso com os separatistas pró-arménios em Nagorno-Karabakh.

“Um avião SU-25 arménio foi abatido por um F-16 turco vindo do território do Azerbaijão”, afirmou a porta-voz do Ministério da Defesa da Arménia, Chuchan Stepanian, numa mensagem através do Facebook, especificando que o piloto arménio do aparelho “morreu como um herói”.

No entanto, a Turquia respondeu de imediato negando ter abatido o avião.

“A alegação de que a Turquia abateu um caça arménio é absolutamente falsa”, afirmou o diretor de comunicações da Presidência turca, Fahrettin Altun.

O Azerbaijão proibiu todos os voos comerciais de passageiros de / para o país devido aos confrontos armados com a Arménia.

» British Airways e Air India continuam a sobrevoar o Azerbaijão a caminho de Londres, evitando o espaço aéreo ocidental do Azerbaijão (de acordo com as restrições) devido aos confrontos em curso.

» Air France está a “acompanhar de perto” os confrontos da Arménia e Azerbaijão, uma vez que a companhia pretende operar os voos para Yerevan.

» A Turkish Airlines suspende todos os voos de / para o Azerbaijão.

» A Ukraine International suspende todos os voos de / para o Azerbaijão e Arménia

» A Air Arabia suspende todos os voos de / para o Azerbaijão e Arménia

» Geórgia proíbe aviões russos de sobrevoar o seu espaço aéreo.

Desde domingo passado que as forças do enclave separatista, apoiado politicamente, economicamente e militarmente pela Arménia, um país de religião cristã ortodoxa, e as do Azerbaijão se confrontam nos combates mais sangrentos desde 2016.

No centro das deterioradas relações entre Erevan e Baku encontra-se a região do Nagorno-Karabakh.

Integrada em 1921 no Azerbaijão pelas autoridades soviéticas, a região proclamou unilateralmente a independência em 1991, com o apoio da Arménia.

Na sequência da uma guerra que provocou 30.000 mortos e centenas de milhares de refugiados, foi assinado um cessar-fogo em 1994 e aceite uma mediação russo-norte-americana-francesa designada Grupo de Minsk. No entanto, as escaramuças armadas permaneceram frequentes.

Em julho deste ano, os dois países envolveram-se em confrontos a uma escala mais reduzida que provocaram cerca de 20 mortos.

Os combates recentes mais significativos remontam a abril de 2016, com um balanço de 110 mortos.

O regresso do conflito armado a esta região separatista arménia do Nagorno-Karabakh está a suscitar receios sobre uma guerra em larga escala entre a Arménia e o Azerbaijão no Cáucaso do sul, onde Ancara e Moscovo disputam zonas de influência.

O Conselho de Segurança da ONU tem prevista para hoje uma reunião de emergência à porta fechada sobre a situação.