O Air Invictus, realizado em junho no Norte de Portugal, gerou um impacto global superior a 136 milhões de euros, de acordo com uma avaliação realizada pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), divulgada este sábado pela organização.
O valor resulta da combinação entre o impacto económico direto e indireto gerado pelo evento e o retorno associado à exposição mediática alcançada pela iniciativa.
Segundo o estudo da FEP, o impacto económico global correspondeu a 57,3 milhões de euros em produção adicional, com um intervalo estimado entre 45,5 e 76 milhões de euros. A este valor soma-se um retorno de promoção da região avaliado em 78,8 milhões de euros.
Ao longo dos vários eventos que decorreram no Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos, a organização estima que cerca de 920 mil pessoas tenham estado presentes, correspondendo a mais de 1,5 milhões de visitas. O número ultrapassou a expectativa inicial de um milhão de visitantes.
O impacto fez-se sentir em diferentes setores da economia regional, nomeadamente no alojamento, restauração, transportes, comércio e serviços, beneficiando diretamente a atividade económica associada à realização do festival.
Forte presença internacional
A dimensão internacional do Air Invictus também é destacada pela organização. De acordo com uma análise baseada em telemóveis ligados às antenas nas zonas dos eventos, cerca de 8% dos dispositivos identificados tinham uma assinatura estrangeira, com destaque para visitantes provenientes do Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e Espanha.
A componente internacional estendeu-se igualmente à divulgação do evento. Através das plataformas digitais de vídeo e streaming, bem como da distribuição de um documentário pela World of Free Sports (WOF), em 20 canais e para mais de 100 países, o Air Invictus terá alcançado uma audiência superior a 250 milhões de lares em todo o mundo.
Investimento de 5,3 milhões de euros
O resultado divulgado surge depois de um investimento significativo das entidades públicas envolvidas. Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos investiram, no conjunto, 5,3 milhões de euros no projeto, segundo os dados divulgados pela organização.
Antes da realização do evento, as projeções apontavam para um impacto económico superior a 100 milhões de euros, tendo por base uma estimativa de cerca de um milhão de visitantes. O estudo da FEP veio agora apresentar os resultados da primeira edição com valores superiores às expectativas iniciais.
Organização admite regresso ao Grande Porto
Perante os resultados alcançados, Luís Castro, fundador e proprietário da marca Air Invictus, manifestou disponibilidade para voltar a organizar o evento no Grande Porto.
A continuidade dependerá, segundo o responsável, de uma avaliação positiva por parte do Turismo de Portugal, do Turismo do Porto e Norte e dos municípios envolvidos.
A organização revelou ainda que a possibilidade de realizar uma segunda etapa do Air Invictus na Arábia Saudita está atualmente comprometida devido à instabilidade na região, mantendo-se, contudo, negociações com outro país asiático.
A primeira edição portuguesa do Air Invictus decorreu entre 19 e 21 de junho de 2026, com uma programação que incluiu corridas aéreas, acrobacias, demonstrações militares, exposições, iniciativas ligadas à indústria aeronáutica e aeroespacial e espetáculos de drones.
Com os números agora divulgados, o evento encerra a sua primeira edição em Portugal com um impacto económico e mediático significativamente superior às previsões inicialmente apresentadas.
























