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“Fumes” obrigam a A330neo da Delta Air Lines com destino a Nova Iorque a regressar a Lisboa


 

Esta segunda-feira, um Airbus A330neo da Delta Air Lines, que descolou pelas 11h26 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi obrigado a regressar à Portela.

De acordo com as informações tratou-se de um problema relacionado com “fumes”, envolvendo o A330-900, com a matrícula N429DX, que estava a realizar o voo DL273 entre Lisboa e o Aeroporto Internacional John F. Kennedy.

Como é normal nestas situações, pelas 1h50 foi ativado o plano de emergência no aeroporto de Lisboa.

A aeronave aterrou normalmente e em segurança.

Na aviação, o termo “fumes” refere-se à presença de vapores ou gases contaminantes dentro da cabine ou cockpit da aeronave. Esses vapores normalmente vêm de óleo do motor, fluido hidráulico, combustível ou outros compostos químicos que entram no sistema de ventilação da aeronave.

De acordo com uma nota da TAP divulgada no ano passado, situações relacionadas com a qualidade do ar da cabina (Cabin Air Quality, CAQ), onde se englobam odores/fumes/smokes, são “eventos que têm desde há muitos anos merecido a atenção global por parte dos operadores e fabricantes da indústria de aviação comercial”.

Estas ocorrências com cheiros intensos ou desagradáveis a bordo pode dever-se a odores no sistema de ventilação (líquido anticongelante, falha elétrica ou na ventilação, óleo de motor ou combustível, entre outros) ou itens na cabine/cockpit (bagagem de mão, produtos de limpeza, desinfetantes ou produtos de desinsetização).

“A maioria dos odores identificados a bordo como sendo estranhos ou pouco habituais, não estão necessariamente associados a substâncias que provoquem o aparecimento de reações fisiológicas”, sublinhava a TAP na mesma informação.

De recordar que este domingo, um A330-300 também da Delta aterrou de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, devido a fumo na cabine, tendo 14 passageiros sido assistidos, dos quais quatro tiveram de ser transportados para o hospital.

O voo que tinha descolado Barcelona, Espanha, com 296 pessoas a bordo, tinha como destino Boston, nos Estados Unidos, mas foi obrigado a aterrar de emergência no Porto depois de ter sido detetado fumo na cabine enquanto sobrevoava o Atlântico.

No aeroporto do Porto foi acionado o nível 2 de alerta, pelo que as equipas de emergência estavam em prontidão para a chegada da aeronave.

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