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A330-300 da Evelop Airlines atravessa área de turbulência severa e deixa 35 feridos


 

O Airbus A330-300 da Evelop, com matrícula EC-MII, que estava a realizar o voo entre Port Louis, capital das Ilhas Maurícias, no Oceano Índico, e Madrid, atravessou uma área de turbulência severa tendo ficado feridos cerca de 35 pessoas entre passageiros e membros da tripulação.

Apesar do episódio ter ocorrido quando o avião sobrevoava a Etiópia a tripulação decidiu continuar o voo até ao destino final, visto nenhum dos feridos ter sido classificado como grave.

De acordo com o jornal espanhol El Mundo, o Airbus A330-300 foi atingido por uma grande turbulência atmosférica que obrigou a uma descida rápida e a insistentes solavancos, levando a que os passageiros mais desprevenidos fossem projectados contra o tecto e as bagageiras dentro do avião por não estarem sentados com os cintos de segurança devidamente apertados.

Assim que o A330-300 aterrou no aeroporto de Madrid todos os ocupantes do A330 foram assistidos pelos serviços de emergência médica, tendo alguns passageiros seguidos para unidades hospitalares para observação e tratamento de traumatismos.

 

“O avião teve uma queda que durou entre dez e 15 segundos, e as pessoas voaram para o teto. Toda a gente achou que íamos morrer. Nascemos mais uma vez. Houve pessoas que, por não usarem o cinto de segurança, bateram no tecto e sofreram ferimentos”, contou um dos passageiros ao jornal espanhol, acrescentando que “foi algo que parecia uma cena de um filme”.

“Pelo menos dois passageiros eram médicos e assistiram os outros passageiros, vários dos quais com ataques de pânico. O comandante disse-nos que foi consequência da turbulência, mas foi uma sacudidela muito grande. O avião começou a mexer e houve um golpe seco que o derrubou”, relatou a mesma fonte. Segundo a companhia aérea, o voo 838 sofreu uma perda de altitude inesperada, decorrente de uma bolsa de ar, mas os pilotos conseguiram restabelecer o voo.

Fontes da Evelop Airlines disseram que os passageiros feridos e com maiores problemas, se bem que nenhum tenha sido reconhecido como grave, foram aqueles que ignoraram os alertas da tripulação que minutos antes fizera um aviso para apertar cintos, assim como o sinal luminoso estava ligado no momento em que a turbulência afectou o aparelho.