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A nova companhia de Neeleman adia os seus planos de início de operações para 2021

A Startup Breeze Airways, inicialmente denominada Moxy Airways, estava programada para iniciar as suas operações em 2020, vê o seu adiamento para 2021.

Para já não são conhecidos mais pormenores sobre quando, em 2021, a companhia aérea será lançada ou qual o motivo do atraso, mas certamente deverá ser pelo período conturbado que o segmento está a passar.

O plano de longo prazo é que a Breeze Airways voe com o Airbus A220, que será entregue a partir de abril de 2021, embora seja possível que a entrega dessas aeronaves também seja atrasada.

Para iniciar as suas operações, a Breeze Airways tinha planeado alugar à Azul até 30 Embraer 195, que permitiria que a companhia aérea iniciasse as suas operações, mesmo antes de ter os seus A220. Este negócio seria mutuamente benéfico em favor dos novos jatos Embraer 195-E2, já que a Azul pretende retirar da sua frota o modelo.

Com estes atrasos, não é certo que a Breeze Airways ainda receba os Embraer 195 da Azul ou se inicia logo com os seus Airbus A220.

David Neeleman confirmou publicamente, em fevereiro deste ano, o lançamento da sua mais nova companhia de aviação.

“Há 20 anos trouxemos a humanidade de volta à indústria da aviação com a JetBlue. Hoje, estamos encantados por divulgar os planos para a “the World’s Nicest Airline”, disse David Neeleman na apresentação da Breeze a jornalistas nos Estados Unidos.

Neeleman, que também é o fundador da Morris Air, da WestJet e da brasileira Azul, indicou que a companhia terá sede em Salt Lake City.

Foto Montagem: Gianfranco

À data da apresentação: Se tudo correr conforme o planeado, Neeleman espera que a Breeze esteja a voar com passageiros pagantes até o final do ano. Mas, acrescentou, é muito cedo para dizer exactamente quando será o voo inaugural.

“Certamente não estamos definindo uma data definitiva porque temos um processo de certificação da FAA”, indiou Neeleman. “Tenho total confiança de que faremos isso. Só não posso dar a data exata.”

Os seus planos de frota passam também por uma encomenda de 60 Airbus A220-300, cuja entregas só deverão começar para o ano.

Enquanto isso, Neeleman encontrou uma oportunidade de colocar a Breeze em operação mais cedo, através do aluguer de Embraer E195 à Azul, que está neste momento a tentar encontrar negócios para o phase-out do modelo, devido à chegada dos E195-E2 de nova geração.

A Breeze vai fazer o retro-fit das cabines desses aviões, configurando-as com 118 a 122 assentos, disse Neeleman. Os A220 da companhia aérea podem ter de 118 a 145 assentos, dependendo de como a Breeze escolher configurá-los.

Embora Neeleman não tenha fornecido mais informações sobre o potencial mapa de rotas da Breeze, indicou o tipo de horário que a companhia aérea poderá realizar com estas aeronaves.

“Acho que poderíamos servir mercados dois dias por semana ou quatro dias por semana. Ou poderíamos servi-los diariamente”, disse Neeleman, explicando que a frota de E195 e A220 da companhia não exigiria alta utilização diária – ou seja, horas de voo por dia – para que a Breeze fosse rentável. “Depende apenas da época do ano. Haverá mercados que serviremos no verão e outros mercados que serviremos no inverno.”

Neeleman explicou que antecipa forte procura em mercados pequenos que em grande medida foram abandonados pelas grandes companhias do país, que procuram concentrar o tráfego nos seus hubs, deixando as restantes cidades sem ligações directas.

Neeleman considera que é uma oportunidade de mercado, que vai ‘agarrar’ com aviões E195, mais pequenos, a ligarem cidades mais pequenas e aviões maiores, os Airbus, a fazerem os vos entre cidades de maiores dimensões.

Foto Montagem: Gianfranco

A imprensa norte-americana cita a esse propósito uma análise da Delta Airport Consultants, segundo a qual 81% do tráfego doméstico nos EUA foi gerado pelos dois mil pares de cidades principais, sensivelmente como em 2000, mas houve uma progressão nessas duas décadas de 76% para 94% dos passageiros que têm que fazer conexão num ponto intermédio.

A companhia de Neeleman defende que o A220 é o avião ideal para esses voos directos entre cidades de média dimensão que vai tentar afirmar como o seu principal mercado.

Segundo a imprensa, Neeleman reconheceu que os aviões menores têm um custo por lugar maior que os aviões maiores da concorrência, mas mais facilmente atingem taxas de ocupação superiores, o que lhes garante receitas unitárias maiores.

Para o desenho gráfico da nova companhia foi escolhido o famoso Gianfranco, que concebeu recentemente o esquema gráfico dos aviões da TAP: TAP Retro e TAP Stopover.