Na manhã de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvo de uma série coordenada de ataques terroristas. Quatro aviões comerciais foram sequestrados enquanto estavam a realizar voos domésticos.
Dois dos aviões foram deliberadamente direcionados contra as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, Virgínia.
O quarto avião, o United Airlines Flight 93, despenhou-se num campo perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e tripulantes tentarem recuperar o controlo da aeronave.
Os ataques provocaram a morte de quase 3.000 pessoas e deixaram uma marca profunda na sociedade norte-americana e no mundo.
Um ponto de viragem para a aviação:
O 11 de Setembro representou também uma mudança sem precedentes na aviação comercial. Na sequência dos ataques, o espaço aéreo dos Estados Unidos foi encerrado, levando à suspensão de milhares de voos e deixando aeronaves e passageiros em terra.
As medidas de segurança nos aeroportos foram posteriormente reforçadas de forma significativa. O controlo de passageiros e bagagens tornou-se mais rigoroso e foram introduzidos novos procedimentos de segurança em todo o sector.
A criação da Transportation Security Administration (TSA), nos Estados Unidos, foi uma das principais consequências institucionais. A segurança passou a assumir um papel ainda mais central na operação dos aeroportos e das companhias aéreas.
Mudanças que continuam presentes:
Muitos dos procedimentos que hoje fazem parte da experiência habitual de viajar de avião têm origem, direta ou indiretamente, nas mudanças implementadas após os ataques.
Desde os controlos de segurança e restrições relativas a determinados artigos transportados na cabine até aos procedimentos de acesso às zonas restritas dos aeroportos, a aviação mundial passou a funcionar segundo padrões de segurança muito diferentes.
O impacto económico também foi enorme. As companhias aéreas enfrentaram uma quebra acentuada na procura, enquanto vários operadores foram obrigados a reduzir capacidade, suspender rotas e rever os seus planos de crescimento.
Uma memória que permanece:
Passados 25 anos, o 11 de Setembro continua a ser recordado como um dos momentos mais marcantes da história contemporânea e como um acontecimento que alterou profundamente a aviação civil.
Para além das vidas perdidas, os ataques deixaram uma herança que ainda hoje se sente em cada aeroporto e em cada viagem aérea.
























